(...) Dificilmente pessoas que morem
em cidades de baixa posição na hierarquia
da rede e que estejam situadas no entorno de um centro
importante ou mesmo de um núcleo metropolitano
pensarão em “galgar os degraus” paulatinamente,
preferindo, como é de se esperar, ir diretamente
ao centro mais importante, queimando etapas. Isso se dá
principalmente em nossos dias, devido às facilidades
de transporte. Dependendo do poder aquisitivo, há
aqueles que, mesmo residindo longe de um centro de alta
posição na hierarquia da rede urbana, poderão
se dar ao luxo de, pegando um avião, ir direto
a um centro maior (por exemplo, para tratamento médico),
às vezes situado até mesmo no exterior,
queimando muitas etapas. Em contraste com isso, há
aqueles outros, tão numerosos, que, devido à
sua pobreza, ao não encontrarem em sua cidade o
bem ou serviço de que necessitam, simplesmente
terão de abrir mão dele, por não
terem condições de buscá-lo em um
centro maior. A mobilidade espacial é função
da renda, e isso influencia decisivamente a maneira como
a rede urbana é vivenciada e a própria estrutura
da rede.