Os tipos de lixo gerados vão
desde restos de gramados aparados até resíduos
perigosos altamente concentrados. Somente três tipos
de lixo — lixo sólido municipal, lixo perigoso
(como definido pela Lei de Conservação e
Recuperação de Recursos — Resource
Conservation and Recovery Act, RCRA) e lixo radioativo
— são rastreados com algum grau de sistematização
em escala nacional.
O lixo sólido municipal, comumente conhecido como
lixo doméstico, é um dos tipos de resíduo
mais comuns no país. Em 2000, os Estados Unidos
geraram cerca de 232 milhões de toneladas desse
tipo de lixo, basicamente em moradias e locais de trabalho
— um aumento de quase 160% em relação
a 1960. Durante esse período, a população
americana aumentou em 56% e o produto interno bruto cresceu
quase 300%. Em 2000, cada pessoa gerou cerca de 2 kg de
lixo por dia, ou aproximadamente 0,8 tonelada em um ano
— ao passo que em 1960 a geração per
capita diária era de 1,2 kg. Durante a última
década, a produção per capita permaneceu
relativamente estável, e a quantidade de lixo sólido
municipal recuperado (reciclado ou transformado em adubo)
aumentou mais de 1100%, de 5,6 milhões para 69,9
milhões de toneladas no total. A combustão
(incineração) é também usada
para reduzir o volume do lixo antes do descarte. Aproximadamente
33,7 milhões de toneladas (14,5%) do lixo sólido
municipal foram incineradas em 2000. Dessa quantia, cerca
de 2,3 milhões de toneladas foram incineradas para
obtenção de energia — um processo
que extrai energia da combustão do lixo, para uso
em outras atividades.
A designação “lixo perigoso classe
RCRA” se aplica a lixo perigoso (resíduos
inflamáveis, corrosivos, reativos ou tóxicos)
que é objeto de regulamentação da
RCRA. Em 1999, Agência de Proteção
Ambiental (Environmental Protection Agency, EPA) estimou
que 20000 empresas geraram grandes quantidades —
mais de uma tonelada cada uma, por mês — de
lixo perigoso, num total coletivo de 40 milhões
de toneladas desse tipo de resíduo. É difícil
fazer comparações das tendências anuais
na geração de lixo perigoso, devido às
mudanças nos tipos de dados coletados (por exemplo,
exclusão de águas servidas) durante os últimos
anos. No entanto, a quantidade de um conjunto específico
de compostos tóxicos encontrados em lixo perigoso
e rastreados pelo Inventário de Produtos Tóxicos
Lançados está declinando. Em 1999, cerca
de 69% do lixo perigoso de classe RCRA foram descartados
no solo, através de um destes quatro métodos:
injeção em poço profundo ou subsolo,
deposição em aterro, retenção
na superfície ou tratamento/aplicação/uso
agrícola no solo.
Em 2000, cerca de 600 mil metros cúbicos de diferentes
tipos de lixo radioativo foram gerados, e aproximadamente
700 mil metros cúbicos estavam em estoque aguardando
destinação. Em volume, os tipos mais prevalentes
de lixo radioativo são os meios ambientais contaminados
(sedimentos do solo, água e lodo que requeiram
depuração ou avaliação adicional)
e lixo de baixo impacto. Ambos os tipos apresentam tipicamente
os menores níveis de radioatividade quando medidos
em volume. Outros lixos radioativos na forma de combustível
nuclear usado (2 467 toneladas de metal pesado) e lixo
de alto impacto vitrificado (1 201 cartuchos) estão
em estoque aguardando destinação de longo
prazo. Quantidades muito pequenas desses tipos de lixo
estão ainda sendo geradas. Por exemplo, menos de
1 m3 de combustível nuclear usado foi gerado em
2000. Prevê-se que a quantidade total de lixo radioativo
que está sendo gerada diminua ao longo das próximas
poucas décadas, à medida que as operações
de depuração sejam completadas.