CAPÍTULO 2 - A economia brasileira contemporânea
Página 397 - Terceiro parágrafo, gráfico e legenda

 

    Com o início do novo governo, sem mudanças bruscas quanto à política econômica vigente (aumento do superávit primário, chegando a 4,25% do PIB, elevação nas taxas de juros do Banco Central, atingindo 26,5% em abril de 2003, garantia de cumprimento dos contratos e encaminhamento das reformas previdenciária e tributária), a cotação do dólar recuou, em dezembro de 2003, para cerca de R$ 2,90 e as taxas de juros caíram para 16,5% ao ano, mas, mesmo assim, os índices de crescimento econômico continuaram baixos. Ao dar continuidade à política econômica do governo Fernando Henrique e agravar a recessão, Lula melhorou a confiança dos investidores estrangeiros no Brasil — o risco-país reduziu de cerca de 2 000 para aproximadamente 200 pontos, aumentou a cotação dos títulos da dívida pública emitidos pelo governo brasileiro —, e com isso houve uma retomada da captação de empréstimos no exterior, feitos por empresas brasileiras. (Esse fluxo estava estagnado desde a campanha eleitoral.) O aumento da oferta de dólares na economia também foi decisivo para a queda da cotação da moeda norte-americana em relação ao real ao longo de 2003, primeiro ano do governo.

 

Adap.: INSTITUTO Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Disponível em: <www.ibge.gov.br>. Acesso em: 21 ago. 2006.

 

Na média, o crescimento do PIB ao longo dos dois governos de Fernando Henrique Cardoso foi de apenas 2,3% ao ano, índice muito baixo para um país com enormes carências sociais como o Brasil. Nos três primeiros anos do governo Lula o crescimento também foi baixo, com média de 2,6%.

 
 
voltar imprimir
 
www.scipione.com.br