A diferença na duração
dos dias e as noites é mais perceptível durante os solstícios
e equinócios. Observe na figura a seguir que no dia 21 de dezembro,
em lugares situados na latitude 60º S, o Sol nasce por volta de
3 h e se põe às 21 h, aproximadamente (o dia é
longo no solstício de verão do Hemisfério Sul).
Já em localidades situadas a 60º N o Sol nasce por volta
de 9 h e se põe às 15 h, aproximadamente (o dia é
curto no solstício de inverno do Hemisfério Norte). Veja
que no dia 21 de junho há uma inversão da duração
dos dias entre os Hemisférios Norte e Sul. Já no Equador
o Sol nasce por volta das 6 h e se põe por volta das 18 h nas
duas situações (veja também a duração
do dia nas latitudes intermediárias). Nos equinócios,
em qualquer latitude, o Sol nasce às 6 h, aproximadamente, e
se põe por volta das 18 h. |
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| Estações
do ano |
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A figura a seguir mostra a Terra
em quatro ocasiões especiais de sua órbita
ao redor do Sol. São os dias em que ocorrem os
solstícios e equinócios. Tomemos como referência
o Hemisfério Sul da Terra. Na posição
1, fixando nossa visão a partir da Terra, o Sol
está na distância angular máxima ao
norte do plano do Equador celeste, parecendo parar na
esfera celeste para depois retroceder, para o sul, em
seu movimento anual aparente. Os raios solares, nessa
época do ano, incidem mais obliquamente sobre a
superfície do Hemisfério Sul da Terra, de
forma que a incidência de calor é menor.
Esse dia é denominado solstício do inverno
austral (solstício significa Sol parado; em latim:
solstitium), o qual ocorre por volta de 22 de junho. A
noite do solstício de inverno é a mais longa
do ano. A partir do solstício de inverno, tanto
os "dias claros" como os dias civis e astronômicos
voltam a aumentar de duração, lentamente.
De modo análogo, na posição 3 da
figura, quando ocorre o "dia claro" mais longo
do ano para o Hemisfério Sul, o Sol atinge a posição
angular mais ao sul do Equador celeste. É o dia
do solstício do verão austral, que ocorre
por volta de 21 de dezembro. No verão, a incidência
dos raios solares acontece de forma menos oblíqua
à superfície. Em lugares próximos
ao Trópico de Capricórnio, a incidência
é quase perpendicular. Portanto, a insolação
é maior. Após o solstício de verão,
os "dias claros" se tornam cada vez mais curtos
novamente.
Em duas ocasiões especiais intermediárias
(posições 2 e 4 da figura), o "dia
claro" e a noite têm a mesma duração
(isso ocorre para todo o globo terrestre). São
os dias dos equinócios de primavera e outono, que
ocorrem, respectivamente, em torno de 22 de setembro e
21 de março no Hemisfério Sul. A palavra
equinócio, de origem latina, significa noites de
igual duração. Os equinócios ocorrem
quando o Sol está sobre o círculo do Equador
celeste, caminhando do Hemisfério Celeste Norte
para o Sul, no caso do equinócio da primavera austral,
e fazendo o caminho inverso, no equinócio do outono
austral. Nesses dias, ambos os hemisférios terrestres
recebem a mesma quantidade de insolação.
Entre o início do outono austral e o fim do inverno,
os "dias claros" são mais curtos do que
as noites (a noite mais longa ocorre no início
do inverno), e entre o início da primavera e o
fim do verão, a situação se inverte
(o dia mais longo ocorre no início do verão).
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Seqüencialmente,
para o Hemisfério Sul da Terra, tem-se: o equinócio
de outono em 20 ou 21 de março, o solstício
de inverno entre 21 e 23 de junho, o equinócio de
primavera em 22 ou 23 de setembro e o solstício de
verão entre 21 e 23 de dezembro. As estações
do ano acontecem de forma inversa em cada um dos hemisférios
terrestres. Enquanto é verão no Hemisfério
Sul, é inverno no Hemisfério Norte. |
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MILONE, A. de C. Astronomia
no dia-a-dia. In: Introdução à Astronomia
e Astrofísica, INPE-7177-PUD/38, Divisão
de Astrofísica, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais,
MCT. São José dos Campos, 1999. Disponível
em: <www.das.inpe.br/divulgacao/estacoes.html>.
Acesso em: 24 nov. 2003. |
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