| CAPÍTULO
4 - Solo |
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Em uma floresta,
as árvores servem de anteparo para as gotas de chuva que escorrem
pelos seus troncos, infiltrando-se no subsolo. Além de diminuir
a velocidade de escoamento superficial, as árvores evitam o impacto
direto da chuva no solo. Como vimos no capítulo 3 desta unidade,
a retirada da cobertura vegetal prejudica o solo, expondo-o aos fatores
de intemperismo e erosão, cujas conseqüências são
graves: • aumento do processo erosivo e empobrecimento do solo; • assoreamento de rios e lagos, como resultado da elevação da sedimentação, que provoca desequilíbrios nesses ecossistemas aquáticos, enchentes e, muitas vezes, prejudica a navegação; • extinção de nascentes: o rebaixamento do lençol freático, resultante da menor infiltração da água das chuvas no subsolo, pode provocar problemas de abastecimento de água nas cidades e na agricultura; • possível diminuição dos índices pluviométricos e da evapotranspiração. Estima-se que metade das chuvas caídas sobre as florestas tropicais seja resultante da evapotranspiração, ou seja, troca de água da floresta com a atmosfera; |
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•
elevação das temperaturas locais e regionais, como conseqüência
da maior irradiação de calor para a atmosfera por causa
do solo exposto. A floresta absorve boa parte da energia solar pelo
processo de fotossíntese e evapotranspiração. Sem
a floresta, quase toda essa energia é devolvida para a atmosfera
em forma de calor, elevando as temperaturas médias; • agravamento dos processos de desertificação graças à combinação dos fenômenos até agora descritos: diminuição das chuvas, elevação das temperaturas, empobrecimento dos solos e acentuada diminuição da biodiversidade. • redução ou fim das atividades extrativas vegetais e a inviabilização do turismo ecológico. É importante destacar que pode ser mais vantajoso, nas esferas ambiental, social e econômica, preservar uma floresta: a exploração sustentável pode garantir lucros e preservar esse bioma; • proliferação de pragas e doenças como resultado de desequilíbrios nas cadeias alimentares. Algumas espécies, geralmente insetos, antes sem nenhuma nocividade, passam a proliferar vertiginosamente com a eliminação de seus predadores, causando graves prejuízos, em especial para a agricultura — por exemplo, a redução ou extinção de aves e répteis leva ao crescimento da população de insetos, que podem se transformar em pragas para a agricultura. |
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