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As reuniões do atual G-8 (grupo
dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia)
não são novas. Elas tiveram origem em 1975,
quando o então presidente francês Valery
Giscard d'Estaing (hoje encarregado de redigir a Carta
da Europa), decidiu convidar os líderes da Alemanha,
Japão, Estados Unidos, Reino Unido e Itália
para um encontro informal e particular.
A primeira cúpula aconteceu no Chateau de Rambouillet,
próximo a Paris, para discutir temas da agenda
internacional, contaminada pela crise do petróleo.
O êxito dessa reunião a fez anual, com a
pronta inclusão do Canadá, ao se reunirem
como G-7, em Porto Rico, no ano seguinte de 1976.
Ao grupo, foi convidada, desde 1978, a União Européia
(UE), na época Comunidade Econômica Européia
— que é desprovida da capacidade de chefiar
ou sediar a cúpula.
A UE é representada, especificamente, pelo líder
do país que ocupa a presidência do Conselho
Europeu (atualmente a Grécia), e o presidente da
Comissão Européia (hoje o italiano Romano
Prodi).
A idéia em manter o caráter informal e pessoal
da reunião permaneceu, mas evoluíram as
temáticas e a conjuntura política internacional.
Como evidência do fim da Guerra Fria, a Rússia
foi convidada a compor o grupo, no ano de 1997. Ao fazê-lo,
em 1998, na Cúpula de Birmingham, a Rússia
compareceu já sob a política de ser realizada
como uma reunião privativa de chefes de Estado
ou governo, separada de outras reuniões, como as
dos ministros das Relações Exteriores e
da Economia.
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Em rodízio,
compete a um dos países do grupo dar acolhida à
cúpula durante um ano físico, o que atualmente
cabe à França. Os próximos países
que vão sediar o evento são: Estados Unidos
(2004), Reino Unido (2005), Rússia (2006), Alemanha
(2007), Japão (2008), Itália (2009) e Canadá
(2010).
Ao presidente do encontro compete, fundamentalmente, realizar
a cúpula, atuar como porta-voz do grupo e acompanhar
os temas discutidos. Ademais, o presidente tem de definir
a localização, estabelecer a agenda, proporcionar
as reuniões preparatórias e interagir com
os países que não compõem o G8, as
instituições e organizações
internacionais, e a sociedade internacional, nas suas mais
diferentes manifestações.
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| SCHMIED, Julie. Disponível
em: <www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u57699.shtml>.
Acesso em: 30 maio 2003. |
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