Entrevistas
 
OUTRAS ENTREVISTAS

"A convivência com alunos deficientes é proveitosa para todos"
Flávia Maria de Paiva Vital

“Meu trabalho é basicamente intelectual. Ora, para que preciso de meu corpo funcionando corretamente?”
Eduardo Farias
“Cabe ao deficiente mostrar que é uma pessoa como as outras, com todos os problemas comuns”
Lothar Antenor Bazanella
“Considero primordial essa iniciativa, pois todos nós devemos colaborar para a inclusão”
Maria Cecília Araújo Magri
 
 

"A convivência com alunos deficientes é proveitosa para todos"

Flávia Maria de Paiva Vital

É com nítido orgulho que a consultora interna de gestão da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e investigadora do Centro Internacional de Reabilitação, Flávia Maria de Paiva Vital, fala da instituição onde trabalha. “A excelência que a CET vem impondo em sua prestação de serviços à população de São Paulo me permitiu realizar ações voltadas às pessoas com deficiência.”

Formada em Comunicação Social pela FAAP de São Paulo, Flávia atua também como voluntária no Centro de Vida Independente Araci Nallin – do qual é presidente. Como se fosse pouco, trabalha na elaboração da Convenção Internacional sobre Direitos Humanos das Pessoas com Deficiências, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU).

Nem tudo, no entanto, é trabalho na vida da consultora. “Meu lazer é estar junto com a família, ler muito e jogar conversa fora com os amigos.”

Flávia Maria de Paiva Vital, em entrevista, fala sobre inclusão de pessoas deficientes, do projeto “Igualdade na Diferença” e de suas próprias dificuldades físicas. Acompanhe a seguir o resultado dessa conversa.

Qual é exatamente sua dificuldade física? Como ela interfere no seu cotidiano?
Flávia Maria de Paiva Vital: Tenho seqüelas de pólio, hoje agravadas pela síndrome pós-pólio. Principalmente nos grandes centros urbanos, o maior problema é que quanto mais severa é a seqüela que você tem, menor a cidade se torna para você.

Como observa a importância de valorizar a integração de crianças e jovens portadores de deficiências no ambiente escolar?
Flávia: O que deve haver é a inclusão dos alunos com deficiência nas escolas de ensino regular. Os alunos com deficiência têm direito à igualdade de acesso às informações como os alunos não-deficientes. E é sabido que a convivência com esses alunos é proveitosa para todos, além de tornar o mundo mais justo. Para isso, as escolas têm que se capacitar, oferecendo acessibilidade, professores treinados, material didático adequado.

O projeto “Igualdade na Diferença” direciona aos educadores uma série de materiais que os auxiliam a lidar com portadores de necessidades especiais. São livros que relatam situações de diferença, propostas pedagógicas, artigos, depoimentos e entrevistas. Pela sua experiência, algum outra ação seria relevante para o projeto?
Flávia: Os educandos devem estar junto com os formadores de políticas públicas voltadas à educação e às pessoas com deficiência, através de seus Conselhos municipais, estaduais e federal. Convivo no meu dia-a-dia com locais totalmente proibidos para mim, sem o mínimo de acessibilidade, mas dos quais participo, de alguma forma. A acessibilidade é um assunto fundamental.

Clique aqui para baixar a entrevista em PDF
Editora Scipione Ltda - todos os direitos reservados