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2/29/2008 10:51:17 AM
Como já é de conhecimento dos professores, no Brasil, atualmente, o ensino fundamental tem nove anos de duração e as crianças ingressam aos seis anos no primeiro ano do ensino fundamental. De acordo com essa nova definição, seu filho, em 2008 não está na pré-escola e sim no primeiro ano de escolaridade obrigatória. Em relação a escrita, você afirma que seu filho sabe ler algumas palavras em letra bastão. Acho que você deve observar a escrita do menino e também conversar com a escola sobre o que significa para os professores saber ler e escrever. No meu entendimento, uma criança que escreve apenas algumas palavras na realidade não esta alfabetizada e, sim, está reproduzindo de memória algumas palavras que aprendeu a grafia. Um sujeito alfabetizado dá conta de escrever qualquer palavra da nossa língua, mesmo que apresentando alguns erros ortográficos. Na verdade, a capacidade gerativa do nosso sistema de escrita nos permite que, com um número reduzido de letras (alfabeto), sejamos capazes de escrever qualquer palavra da nossa língua. Quanto a legislação, existe sim abertura na lei para re-agrupar as crianças de acordo com seus conhecimentos mas cada sistema de ensino pode estabelecer critérios para esses re-agrupamentos. Nesse sentido é importante você fazer uma consulta ao Conselho Municipal ou Estadual de Educação ao qual seu município está vinculado. De tudo que você falou para mim fica uma prgunta: por que você quer que seu filho vá, o quanto antes, para a 2ª série? Para que antecipar as coisas?
11/28/2007 10:10:22 AM
Irene, você sabia que existem mais de 40 tipos de dislexia? E que os sintomas são os mais variados? Sua aluna tem algum acompanhamento especializado fora da escola? Qual a avaliação do especialista? Caso não tenha, é fundamental que ela seja encaminhada pelo menos para uma avaliação que possa orientar o seu trabalho. Considero muito difícil dar uma opinião a esse respeito por duas razões: não sou especialista no assunto e não conheço o caso específico dessa criança. De qualquer forma, existem muito estudos a respeito dessa questão. Entre no site www.dislexia.com.br que, com certeza, você encontrará vários artigos, sugestões de livros e de outros sites que podem lhe ser muito úteis. Veja também as publicações da Secretaria de Educação Especial no site do Mec (www.mec.gov.br).
11/13/2007 7:55:54 AM
Não sei se entendi bem a pergunta. Quando essa questão da reescrita foi trazida para o aprendizado da língua, a proposta de Ana Teberoski, Liliana Tolchinski e outros era que a criança reproduzisse uma história por escrito, na perspectiva de se apropriar da linguagem escrita enquanto estrutura textual. Essa questão gerou polêmica, já que entrava em contradição com a perspectiva defendida por outros autores de que escrita e leitura devem ser utilizadas sempre com uma função social e ter, portanto, um sentido para as crianças. Outra forma de reescrita é desenvolvida na perspectiva da construção da base alfabética pela criança. Para tanto, são utilizados pequenos textos, garantidos de memória pelas crianças, tais como: poesias, parlendas, provérbios, etc. Entretanto, me parece que você não se refere a esses tipos de textos mas aos das próprias crianças, visando a correção dos mesmos. Eu vejo algumas formas de corrigir os textos das crianças e propor que elas os reescrevam tendo em vista sempre uma função social e um interlocutor que irá ler o texto. Assim, um cartaz para divulgar algum evento, uma carta para alguém ou uma notícia para serem bem compreendidos necessitam ser escritos corretamente e por essa razão merecem ser corrigidos e reescritos. -Escolha de um texto, cada vez de uma criança ou de um grupo, para correção coletiva e posterior cópia por todas as crianças. É necessário que este texto tenha uma função e um interlocutor real. -Correção em duplas e posterior reescrita do texto. -Troca de textos entre os alunos para correção e posterior reescrita. -Correção individual do próprio texto pelo aluno a partir de fichários auto corretivos, organizados pela professora. Após a correção cada criança reescreve o próprio texto.
10/22/2007 9:19:16 PM
A avaliação é uns dos instrumentos mais importantes dos quais o professor dispõe para planejar e desenvolver sua prática pedagógica, tanto em relação aos processos individuais das crianças, quanto para planejar o trabalho que será desenvolvido com a turma como um todo. Sendo o ensino/ aprendizagem da linguagem escrita um objeto de conhecimento tão complexo, é fundamental que a avaliação sempre considere essa complexidade. Nesse sentido, o professor e a escola não devem se limitem ao uso de um único instrumento avaliativo. Eu, particularmente, defendo a idéia de que é preciso diversificar estratégias e instrumentos, levando-se em conta as formas privilegiadas de cada criança aprender e o ritmo próprio de cada uma. Hoje, há uma diversidade de instrumentos dos quais os professores tem feito uso, dentre eles o portfólio que pode ser realizado de diferentes maneiras e que tem como função primordial retratar uma determinada trajetória da criança. Entretanto há que se considerar que a avaliação tem vinculação direta com o planejamento e as opções metodológicas do professor, tendo como pano fundo as suas concepções de criança, de aprendizagem e desenvolvimento. No caso específico da alfabetização, vincula-se também às concepções de leitura e escrita e de alfabetização propriamente dita do professor e da escola. A escola tem autonomia para escolher os instrumentos de avaliação que serão utilizados pelo professor. Assim a prova não é obrigatória e nem tampouco o único instrumento de avaliação possível e desejável para ser utilizado.
9/29/2007 11:22:30 PM
Parabéns pela escolha da temática de sua monografia. Considero a questão do uso da imagem como uma das questões mais importantes nas obras literárias para crianças. Esta questão ganha ainda maior relevância quando pensamos em livros infantis sem texto, voltados para as crianças menores que ainda não tem o domínio da leitura. Embora não sendo especialista na área, sempre que analiso um livro, me preocupo muito com as ilustrações uma vez que ela, por si só, pode promover inúmeras leituras. Quando nos textos do Programa Alfabetização e Letramento fiz referência ao papel fundamental das múltiplas linguagens não me referi apenas ao trabalho da professora no sentido de criar situações para que a criança desenhe, pinte , recorte, cole ou modele mas também á importância de a criança conviver com imagens visuais que possibilitem a ultrapassagem daquilo que ela vive em seu cotidiano, ampliando seu universo cultural e abrindo novas possibilidades de interagir no mundo por meio de todas as modalidades possíveis de linguagem plástica e visual. No Brasil temos grande ilustradores que conseguem penetrar no universo infantil tais como Marcelo Xavier, Ângela Lago, Eva Furnari, Ziraldo, Marcelo Bicalho, Nelson Cruz, Elisabeth Teixeira, Rosinha Campos entre tantos outros. Destaque-se que alguns desses autores trazem grandes inovações no campo da ilustração, inclusive fazendo uso de outras linguagens tais como o uso de massinha, recorte e colagem, dobradura e fotografia. Acho que seria muito interessante que, no processo de elaboração de sua monografia, você entrevistasse alguns desses ilustradores. Acho também que eles, muito melhor do que eu, poderiam fazer indicação de uma bibliografia específica.
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